A gente não. Mas descobrimos que sim quando estávamos numa cidadezinha mínima no meio da Polônia e chegaram uns tiozinhos sem dentes na boca mandando a gente sair do trem. Falavam pelos cotovelos, e pelo que entendemos, ali era mesmo o fim da linha.
Caminhamos pra lá e pra cá perguntando sobre outros trens ou ônibus pra Zamosc, e todos sacudiam a cabeça: não e não. "Mas...?" "Não!" É evidente que eles ficam muito nervosos porque não falam inglês, e tentam se livrar da gente o mais rápido possível.
Entramos num bar e uma menina foi muito prestativa. Mal entendia inglês, mas bem que tentou nos ajudar. Daí de repente uma outra menina se meteu no assunto, e disse que ali em Przemysl ia ser difícil encontrarmos um ônibus, mas que seguíssemos ela até Jaroslaw poderíamos de repente conseguir. E lá fomos nós.
Quarenta minutos e 9 dinheiros daqui depois, chegamos numa cidade muito fria no interior do nada. (Depois vi no mapa, estávamos quase na Ucrânia). E de lá também não saia ônibus pra Zamosc.
Solução? Pegar um ônibus pra Lublin e lá tentar se virar? Esperar até o dia seguinte e tentar arrumar hotel naquela cidade que se escreve Jaroslaw e se pronuncia iarosuave? Taxi!
E aqui estamos, muita estrada e vários dinheiros depois, instalados num hotel meio chiquezinho porque Zamosc não parece ter muitos albergues. Mas tá valendo. A cidade é linda e daqui saiu ô avô do meu meu polaquinho.
Como diz o Doug, é fácil se perder nessas consoantes.


1 comentario:
Isso que eu chamo de aventura... estar totalmente perdido em um lugar em que nao se fala nem se entende nada...
Nina, caso vcs incluírem Nuremberg nos planos (vale mto a pena, em um dia se ve tudo), me dah um toque q eu tenho espaco pra vcs...
Bjao
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