miércoles, 11 de febrero de 2009

Budapeste é o máximo!




Antes eram duas: Buda e Peste. Hoje é uma, e o passado não parece tão presente. Se eu não tivesse lido e enchido um carinha do trem com mil perguntas, nem saberia que a Hungria já foi nazista e aliada da Alemanha, comunista durante quatro meses lá pelos anos 20, depois monarquista e mais adiante comunista de novo, dominada pela Rússia. Ainda segundo o Martsel, uma das pessoas mais educadas que já vi, cerca de 80% da população hoje é a favor do comunismo, mas não como eles têm aqui. Porque, sim, depois de quatro anos de capitalismo e privatizações, eles resolveram, por voto, voltar ao comunismo. Com um detalhe que mais de 60% das empresas já foram privatizadas, e compradas pelos mesmos caras que antes eram aliados da Rússia, e que hoje estão no poder.

Mas a companhia ferroviária, por exemplo, ainda é do estado. E foi engraçado ver o Martsel nos pedindo desculpas porque o guardinha (outro tio simpático) teve que nos tirar o cobertor antes do trem parar.

Também é o máximo quando percebemos que estamos perdidos e alguém, que sequer fala inglês, pára pra tentar ajudar. Ah, e faixa de pedestres aqui funciona!

Diz o Martsel também que os mais velhos até sabem falar russo, mas não vão gostar nada se eu quiser que eles falem. Velhos fatos da memória, que não precisam ser lembrados. E é por isso que as estátuas de Lenin, Stalin e todo aquele aparato estão bem guardadinhas, mas trancadas num museu longe, quase fora da cidade.







Ou seja: Budapeste hoje é uma cidade linda, com um povo simpático, o bar maaaais do caralho que já conheci (Szimpla) e a loja mais linda que conheci (Retrock), além de um brechó ótimo. E isso justifica que ontem gastei uns bons forints. Juntando todas as minhas comprinhas, parecia até que eu ia num show do Cansei de Ser Sexy.



Francileide, você vai flipar nessa lojinha! Tem que economizar bastante pra comprar várias bijoux, viu?




2 comentarios:

Mostrini dijo...

massa!
massa!
massa!
até agora meu voto vai pra Budapeste.
=D

Edna Araujo dijo...

Amei este post interdisciplinar!