(Pro vô Emerson, que se foi essa semana e que um dia me enviou uma fita cassete do Pequeno Príncipe. "És responsável por aquilo que cativas", dizia o menino...)
Loto. Trem Zurb. Redenção. Pedalinho. Dentadura. Avião de papel. Pára-quedas de saco. Cinema. Centro de Porto Alegre. Zoológico. Até os nove anos, eram essas as referências que me faziam lembrar dele.
Lá pelos 14, acrescentei mais alguma coisa: gritos, berros, briga de família, traição.
Ikebana. Pequeno Príncipe. Apartamento sujo. Tudo isso veio depois, numa fase em que eu não conseguia distinguir o avô do pai, o bom do ruim. Fase de névoa e culpas. Distância.
Ano passado, quando fui tirar o visto pra Espanha em Porto Alegre, vi um velhinho sentado numa cadeira, carente e segurando forte a minha mão. Velhice. Morte. Perdão. Pai da minha mãe. Meu avô.
Eu finalmente entendi quem ele era. Ele não fazia a mínima idéia que quem era eu.
sábado, 31 de enero de 2009
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1 comentario:
o que tu quisesse dizer com "já trocamos as passagens direto pra viena"?
boiei!
vcs vem dia 5, certo?
bjs!
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