
Se falar bem castellano já é complicado, imagina catalão...
“Há dez anos, seguindo-se à morte de Franco e à volta da democracia na Catalunha, Barcelona viveu um surto de catalanismo lingüístico militante. [Já que a língua tinha sido proibida pela ditadura de Franco]. (...)
Tal como o espanhol e todas as outras línguas românicas, o catalão veio do latim, língua da ocupação romana. (...) Mas uma coisa é certa: o espanhol e o catalão se desenvolveram em linhas independentes, a partir de uma raiz latina comum.
Isso se deu por causa do tipo de colonização romana. Os comerciantes e financistas – o melhor tipo de conquistador – romanos tendiam a gravitar em torno da Hispania Ulterior, de Cartago Nova, Gades (atual Cádiz) e Hispalis (atual Sevilha), onde estavam as minas e grandes oportunidades de negócios, e onde existia vida civilizada, graças aos fenícios, desde mais de meio milênio antes da conquista romana. Foi do antigo latim, mais formal e de elite, usado pelos romanos que ocuparam Bética, expandindo-se para o norte ao longo do rio Bétis, que surgiu o espanhol.
A situação era diferente no norte da Espanha Citerior, a moderna Catalunha. Nos primeiros anos de ocupação, a Hispania Citerior não tinha maior importância para Roma, a não ser como via de acesso ao sul, bastando ser garantida e mantida pelos legionários. Não possuía indústria nem comércio colonial, mas por ela passava um fluxo constante vindo de Roma. Seus colonos romanos, ex-soldados de infantaria, falavam um latim democrático, com gírias, e mais moderno do que a língua oficial do sul. Tal foi a raiz do catalão, e é isso, e não a idéia de que o catalão seja uma forma degenerada ou um simples dialeto do espanhol, que explica a diferença entre os dois”.


1 comentario:
pra mim continua sendo uma mistura de frances de quem nao fala frances com espanhol de quem nao fala espanhol e portugues de quem nao fala portugues...
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